São Jorge: cavaleiro de Deus, da unidade e do amor

A Paróquia São Jorge, que é formada por 10 comunidades na zona Oeste da cidade festejou, nesta terça-feira, 23, seu padroeiro, o Santo Guerreiro São Jorge. Com uma programação que teve início às 6h com a celebração da primeira missa, o festejo seguiu durante todo o dia e foi encerrado com o tradicional arraial. Durante todo o dia, centenas de fiéis passaram pela igreja matriz, localizada na rua Emílio Ruas, para prestar suas homenagens ao mártir católico.

Orações de agradecimento, pedidos de bênçãos, cânticos e relatos sobre graças alcançadas deram, mais uma vez, a tônica do que foi a programação em homenagem ao santo. Além dos fiéis católicos, a igreja São Jorge acolheu os seguidores do candomblé, que participaram da programação religiosa de forma harmônica, numa demonstração de respeito ao sincretismo religioso tão comum à população, especialmente, durante os festejos de São Jorge.

Uma prova desse respeito é a presença dos “Guardiões do Andor de São Jorge”, onde um grupo de homens, seguidores do candomblé, fazem a guarda e o translado do andor do santo guerreiro durante toda a procissão. A procissão percorreu, tradicionalmente, as ruas Vicente Torres Reis, José de Vasconcelos, 1º de Maio, Barão de Rio Branco, Dr. Édson Stanislau Afonso, Santa Luzia, rua A e Emílio Ruas.

O pároco de São Jorge, frei José Maria Botelho TOR e o vigário, frei José Faustino Fernandes TOR se revezaram durante a programação em honra a São Jorge para presidirem as celebrações, especialmente, preparadas para o dia festivo. Ficou a cargo de frei José Maria fazer a primeira celebração do dia, às 6h, a frei Faustino a segunda, realizada às 11h, e a frei José Maria presidir com a concelebração de frei Faustino a missa final do dia, às 19h, após a procissão.

Pela primeira vez, o último momento de oração pelo dia do padroeiro, antes que o andor ganhasse as ruas do bairro, foi encerrado com terço criado pelo Apostolado da Oração, exclusivamente, para este dia. O momento foi dirigido pelos membros do movimento Apostolado da Oração e acompanhado pelo grupo da renovação carismática Rainha da Paz, responsável pelos cânticos e louvores.

Cavaleiro de Deus, da unidade e do amor

Durante a homilia, frei José Maria ressaltou o momento que a Paróquia São Jorge vivencia motivada pelo dia do padroeiro. De acordo com ele, se trata de um momento único de renovação da fé, de celebração, de irmandade, de respeito e de reafirmação na confiança a Jesus Cristo como Senhor e Salvador. “Trata-se de um dia para rogar a São Jorge, para que ele continue olhando e intercedendo por nós, pelo nosso povo, pelas nossas famílias junto a Jesus”, disse.

Conforme frei José Maria, São Jorge foi, primeiramente, um cavaleiro de Deus porque se confiou inteiramente ao Senhor e por causa do Senhor entregou a sua vida por desejo de anunciar o Cristo ressuscitado, de fazer com que todas as pessoas pudessem conhecer a Jesus, pudessem conhecer Cristo. E, portanto, São Jorge com seu exemplo nos convida a também sermos cavaleiros de Deus, a levar a mensagem do Evangelho a todas as pessoas, a todas as famílias.

Além disso, seguiu frei José Maria, São Jorge além de ser cavaleiro de Deus foi também cavaleiro da unidade porque consegue reunir em torno de si todos os povos, todas as pessoas, todos os credos, todas as religiões e faz esse o convite, para que possamos viver as nossas religiões nesse espírito cada vez mais de paz, de fraternidade, de irmãos que somos unidos na pessoa do único Senhor, na pessoa do único Deus. Nos convida a sermos construtores de unidade na família, na comunidade, entre as religiões, entre os povos.

“São Jorge foi também, sobretudo, cavaleiro do amor. São Jorge soube amar, soube se entregar, soube se doar. Ele não guardou a sua vida para si mesmo, mas a entregou por amor a Jesus, por amor ao Cristo. Que nós, inspirados por São Jorge, possamos ser construtores do amor, que sejamos pessoas que saibam verdadeiramente se amar, pessoas que saibam, sobretudo, acolher este grande mandamento que o Senhor nos deixou, que é amar a Deus e amar ao próximo como a si mesmo. Que São Jorge nos ajude, que São Jorge nos acompanhe nessa nossa caminhada cristã”, conclamou.

Nossa fé não é vã

Frei José Maria lembrou também sobre a importância de agradecer a Deus pelo dom da nossa fé. Da fé que nos abre para a esperança, para a vida e que não permite que se leve a vida de “cabeça para o chão”, mas que fé motiva a olhar e sempre caminhar para frente.

“São Jorge nos ensina a mantermos nossa fé sempre acessa, sempre sólida. Nos mostra um caminho da fidelidade a esse Deus que em nenhum instante abandona o seu povo. Jorge nos ensina também essa certeza, de que Deus sempre está conosco, que sempre estará conosco nos ajudando, nos protegendo, nos livrando de todos os males. São Jorge nos convida a termos sempre um olhar de amor, de respeito com toda crença, com toda a obra de Deus e nos convida a vivermos nessa grande fraternidade, nessa irmandade. É isso que realmente somos, irmãos e irmãs, filhos e filhas amados desse Deus tão querido e que nos quer tão bem”, finalizou.

Por: Michele Gouvêa / Pascom São Jorge

Fotos: Andrés Pascal / Pascom São Jorge

Andreza Cunha / Pascom São Jorge

Henrique Araújo / Pascom São Jorge

Ione Moreno / Jornal Em Tempo (cedida)

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