‘Fazei tudo o que ele vos disser’, como nos ensina Maria

As leituras bíblicas do domingo, 20, remetem a duas leituras destacadas pelo presidente da celebração frei Agostinho Oderizzi em sua homilia. A segunda leitura, que traz à luz a Leitura da Primeira carta de São Paulo aos Coríntios 12,4-11. Nela podemos destacar a afirmação de que:

“Há diversidade de dons, mas um mesmo é o Espírito.
Há diversidade de ministérios, mas um mesmo é o Senhor.
Há diferentes atividades, mas um mesmo Deus
que realiza todas as coisas em todos.

Em seguida, a leitura do Evangelho do Senhor segundo João nos chama atenção para Maria e seu papel fundamental no amor a Jesus, do princípio à morte de cruz, mas sobretudo, ao seu papel de conduzir as nações ao amor misericordioso de Cristo.

É a este entendimento e direcionamento que Maria nos chama quando diz ‘Fazei o que ele vos disser’. E neste sentido, o presidente da celebração chamou atenção sobre a necessidade, assim como Maria, de sermos coerentes em nossos comportamentos cotidianos. Para isso, ressaltou ele, é preciso que ouçamos a Palavra de Deus e não apenas que a escutemos.

“Quando você vier a igreja ouça a Palavra de Deus, só assim vamos conseguir absorver o que Deus nos diz. Nesta celebração deixa muito claro que o espírito é o mesmo, independente da diversidade dos dons que Deus nos concede. E no Evangelho Maria diz ‘fazei tudo o que ele vos disser’. E para nós, o que significa fazer tudo o que Jesus nos disser?”, questionou.

O pároco da igreja Matriz de São Jorge prosseguiu chamando à reflexão e convidou os fiéis a fazerem o exercício, durante a semana, de buscar saber o que Maria nos orienta a viver quando disse “fazei tudo o que ele vos disser”. De acordo com o frei, um dos princípios que precisam ser observados é quanto a coerência cristã.

“Se tem uma coisa que coisa que perdemos facilmente que é a nossa coerência, pensamos numa coisa e fazemos outra coisa Pensamos que somos, mas não somos. Nos falta a firmeza da fé. Nas nossas práticas do dia a dia, muitas vezes, tramamos contra nós mesmos e nem percebemos. A palavra de Deus precisa ser ouvida, mas precisa também da nossa atitude, da nossa atenção. Mesmo com as nossas limitações e incoerências a Santíssima Trindade precisa de nós. O amor de Deus precisa de nós, a gente não tem noção de como precisa, mas precisa muito”, afirmou.

Santidade

Em sua homilia frei Agostinho falou também sobre santidade, sobre a santidade de São Sebastião – cuja memória foi feita neste domingo, 20/01 – e da santidade que todos nós podemos praticar, que trazemos dentro de nós e sobre a santidade que aqueles que estão ao nosso redor praticam, com seus exemplos de vida.

Conforme o frei, no contexto em que vivemos os santos são a nossa força para viver nossos dias e São Sebastião, com seu exemplo, foi mártir porque quis viver a causa de Jesus de Nazaré. E ele prosseguiu afirmando que, como nos dizem as leituras bíblicas, ontem e hoje o espírito é o mesmo, portanto, todos nós, mesmo com as nossas limitações podemos viver a santidade.

Após esta afirmação, frei Agostinho deu como exemplo o caso de uma ex-coroinha da matriz de São Jorge que, informada pelos médicos que se levasse sua gestão adiante poderia morrer no parto, decidiu sacrificar sua vida em favor do filho, Homero Henrique, que foi batizado por frei Agostinho no último sábado, 19.

“Nós, da Igreja Católica, temos uma herança muito bonita, a herança de venerar os nossos santos e, quase sempre o colocamos como pessoas, como exemplos muito distantes de nós. Mas eu quero falar de santidade dentro da paróquia São Jorge. A Carol foi uma coroinha que serviu muitos anos aqui e que perdeu a vida para que Homero ficasse vivo e fosse batizado. Ela aceitou morrer para que o filho vivesse. Dizem que todo mundo é igual, mas não é verdade, nós temos muitos santos entre nós e eles devem ser exemplos na nossa busca de santidade”, finalizou.

Homenagens

Nesta segunda-feira, 21, frei Agostinho completa 24 anos de vida sacerdotal, porém as homenagens pela passagem da data celebrativa ocorreram na missa de 18h desse domingo. Após a comunhão, algumas crianças da comunidade entraram dançando e, no altar, lhe entregaram uma túnica em agradecimento pelo seu SIM ao trabalho como sacerdote.

Frei Agostinho relembrou também e pediu orações pela vida e missão sacerdotal de frei Rogério Corrêa que completa, nesta segunda-feira, 13 anos como sacerdote e também por frei Jucinei, que completa neste 21 de janeiro seu primeiro ano como frei ordenado. Após o encerramento da celebração, frei Agostinho convidou a assembleia para degustar do bolo de aniversário oferecido a ele.

Por Michele Gouvêa

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