Missa solene encerra comemoração religiosa pelo Dia de São Jorge

Texto: Michele Gouvêa

Fotos: Andreza Cunha e Andrés Pascal

Após a procissão, o andor de São Jorge foi conduzido para o altar para que fosse dado início a celebração da Santa Missa. Presidida pelo pároco, frei Agostinho, a missa de 60 anos começou com a recordação dos missionários que passaram pela paróquia desde o começo das atividades pastorais em São Jorge até os que, juntamente com ele, frei Faustino e frei Rogério, conduzem os paroquianos.

Com a igreja lotada de fiéis, frei Agostinho ressaltou ainda a presença de frei Bosco, pároco de Nova Olinda, que veio a Manaus especialmente para os festejos do padroeiro. Agradeceu, sobretudo, a presença em massa dos fiéis que participaram do tríduo, dos momentos de oração, das celebrações, da procissão e, por fim, da Santa Missa solene pelo aniversário de São Jorge.

“Estamos hoje festejando os 60 anos desta caminhada de evangelização que é ao mesmo tempo bonita e desafiadora. É bonita porque nos leva a redescobrir que somos herdeiros da criação, herdeiros de onde estamos pisando, com quem convivemos e que somos herança de Deus. É desafiadora por aquilo que vivemos, sobretudo, em nosso país e não por acaso Nossa Senhora caminha conosco. Quando não há luz temos que nos apegar a palavra de Deus e no exemplo dos nossos santos”, disse Agostinho.

A mensagem repassada na homilia é também um convite a reflexão sobre a Campanha da Fraternidade 2017, que nos fala da necessidade de defesa dos Biombas Brasileiros e que somos convidados a servir e não escravizar e esse é o nosso chamado. Frei Agostinho convocou os fiéis também a crerem no Cristo ressuscitado.

“Quando eu professo a fé na ressurreição de Cristo eu confirmo o meu batismo e reforço nosso caminho de purificação. Esta é uma caminhada à luz da Palavra de Deus e nela devemos, assim como São Jorge, renunciar ao que nos afasta do Pai. É melhor morrer do que perder a vida, por isso nossa caminhada deve ser de vida. Que assim como Jesus nos falou eu vos falo ‘que a paz esteja convosco’”, afirmou.

Durante a missa celebrativa pelos 60 anos da paróquia São Jorge, dona Iranildes declamou um poema escrito para o aniversário da paróquia e um bolo especialmente decorado entrou na igreja para o tradicional “parabéns”. Ao final da celebração, frei Faustino, frei Rogério e frei Agostinho abençoaram a água benta que rodeava a imagem de Nossa Senhora Aparecida e que, ao final da missa foi entregue aos fiéis.

Devota de São Jorge, a assistente social Leila de Lima, esteve na igreja para agradecer, mais uma vez, pela vida do filho Leonardo Arakian, 11, que nasceu de cinco meses e que havia sido desacreditado pelos médicos. “Meu filho nasceu de cinco meses, os médicos disseram que ele não sobreviveria, mas ele está aqui hoje, com 11 anos para mostrar que a fé em Deus, pela intercessão de São José, faz do impossível em possível. Sou devota de São Jorge e todos os anos estou aqui em agradecimento”, finalizou.

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